quinta-feira, 6 de março de 2014

PRESIDENTE VARGAS DRIBLA DIFICULDADES E RECEBE VISITANTES NO CARNAVAL


Em Presidente Vargas a alegria do carnaval ficou por conta dos blocos. “Aqui apesar de estar faltando dinheiro devido o atraso do pagamento dos funcionários municipais, todo mundo deu um jeito de improvisar.” Afirmou Alysson Frazão, coordenador do bloco “Kai Pra Dentro”.

Já no caso dos barraqueiros foi um pouco mais difícil. Com os freezeres abarrotados de cerveja, o único jeito foi apostar nos visitantes, que atraídos pela hospitalidade do povo escolheram Presidente Vargas como destino final para festa.

                 
Foi o caso de Ricardo Rios, filho da prefeita de Vitória do Mearim, Dóris, e pré-candidato a deputado estadual. “Escolhi Presidente Vargas pelo convite dos amigos Júnior e Fabiana Figueiredo que são amigos de muito tempo e também estiveram em Vitória do Mearim nos prestigiando.” Afirmou Ricardo.

Fabiana que é filha do ex-prefeito Sebastião Figueiredo e Procuradora Federal, ratificou que é sempre bom reencontrar os amigos e brincar o carnaval com tranquilidade na terra natal.

"A Fabiana hoje nos apresentou o Ricardo Rios como seu amigo e ele já chegou aqui sorrindo, fazendo amizade e mostrando que veio para somar." Reiterou, Alysson












                 

domingo, 19 de janeiro de 2014

FÁBRICA DE ÓDIO PARA ODIADOS

(Por: Júnior Figueiredo)

Ouço diariamente uma enxurrada de hipócritas dizendo: “Não desejo mal a ninguém”, mas isso é uma grande mentira. Basta observarmos como grande parte da sociedade tem lidado com o problema dos presídios.

Na verdade não damos a mínima com a forma sub-humana com que são tratados os detentos. Aprendi nas primeiras aulas de direito que todos nós estamos sujeitos a cometer um crime, e nos últimos dias saí da posição de vítima e me coloquei no lugar dos acusados.

Sem papas na língua vamos aos fatos. Numa cela projetada para 10 estão 50, muitos dormem em pé e os que deitam confortam seu nariz nas nádegas do outro. Dentro da cela há uma única privada que provavelmente deve estar entupida, quebrada, e insuportavelmente fedida. Ventilação não há nenhuma e a escuridão deve ser total. Ratos e baratas fazem companhia aos detentos e, segundo relatos, a comida não é só péssima como estragada. Sinceramente, nos dias de hoje bicho nenhum é tratado dessa maneira e por mais que sejam criminosos, ainda assim estamos falando de gente.

Há quem diga: “Tem que ser assim mesmo, não pode dar moleza para esses bandidos não.” Pois saiba que quem diz isso é tão bandido quanto. Desejar um inferno desses a quem quer que seja é um crime tão grande quanto apertar um gatilho.

No caso da menina no ônibus, não que alguns detentos tenham ligado para o que aconteceu, ou tenham se arrependido, mas acho do fundo do coração que a ordem que partiu do presídio não foi de queimar pessoas, pois se assim fosse não teria escapado ninguém. Acredito que um erro operacional na hora do ato tenha sido causa do ocorrido.

Sendo assim, acho injustificável qualquer ato de violência. No entanto, confesso que se estivesse em tamanha situação tal como daqueles presos não sei se seria tão zen a ponto de não revoltar-me tal quanto eles.

Cabe a sociedade compreender que cadeia não deve ser lugar de vingança social, mas de recuperação gradual. É vergonhoso, humilhante, ridículo e inescrupuloso continuarmos compactuando com esse sistema corrupto nessa fábrica de ódio para odiados.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O VELHO PELO NOVO, NADA MUDOU!

(Por: Júnior Figueiredo)

Depois de quase um ano fora de São Luís retornei ansioso pelas novidades. Nos últimos dias passeei pela nossa capital com olhinhos caçadores, tal como de criança que descobre o mundo e o que descobri foi que nada mudou, quer dizer, quase nada, ficou um pouco pior.

O papelzinho de biscoito que vi no caminho do aeroporto na minha partida foi o mesmo que vi na chegada, nem mesmo o vento fez questão de o recolher quanto mais a gestão pública municipal. Em pensar que apostei no novo sem saber que comprava o velho.

Ligo a TV e vejo uma propaganda da prefeitura que se não me engano a mesma que radiofonicamente repetia aos ouvidos brasileiros na década de 40 por Getúlio. Simplesmente, o cara ta alegando limpeza pública (que o diga o papelzinho de biscoito) e iluminação. Algo como: “A prefeitura comprou não sei quantas lâmpadas”.

Cara, sinceramente, se fosse prefeito de uma cidade do porte de São Luís teria vergonha de ir a TV e anunciar “obras” como essa. Limpeza e iluminação em uma cidade é como janela e porta na minha casa, ou seja, tem que ter, é obrigatório, indispensável. É como se fosse vender um imóvel e fizesse a propaganda: “Olha aqui inclusive tem portas e janelas.” Fala sério, prefeito...

Quanto ao velho discurso: “O município está quebrado, tive que pagar as contas, peguei uma cidade falida” que o senhor diga isso aos financiadores da sua campanha e não há um povo que clama por mudança e depositou no senhor, um sentimento genuíno de renovação.

É triste ver a ilha mais uma vez esburacada, maltratada, cinzenta, sofrida. Queria estar errado, mas aposto “all in” que o novo imitará o velho, passará 3 anos castigando a cidade para que no último ano, “milagrosamente” arrume recursos e passe o pincel. Tudo isso apostando na falta de memória popular que esquecendo os três anos de atraso se iluda por um de maquiagem de reeleição.


Vamos ver no que nisso dá, talvez nem veja, pois fui, voltei e não vi nada. Se viajar de novo agora passarei 10 anos, talvez nesse tempo o vento tenha ajudado nosso prefeito e o papelzinho de biscoito já esteja lá pelas bandas do Piauí!

sábado, 11 de janeiro de 2014

CRISE NOS PRESÍDIOS - DE QUEM É A CULPA ?


(Por: Júnior Figueiredo)

Desculpem o termo, mas merda só incomoda quando fede. Nos protestos de 2013 vi todos os tipos de reivindicações, mas não vi uma placa que dizia: “Melhoria nos presídios”. Esse fenômeno acontece por um motivo simples, temos a idéia equivocada de que bandido bom é bandido morto, sofrendo e atormentado. 


Não nos interessamos pela recuperação de ninguém, mas o que queremos, na verdade, é cumprir um sentimento de vingança revestido de palavra Justiça. “Ele tem que pagar pelo que fez” ouvimos com freqüência, contudo quase nunca: “Ele tem que se recuperar.”

Sabemos que investir em criança dá voto, investir em idoso dá voto. E investir em bandido?

A culpa é do governo? Sim, a culpa é do governo, mas a culpa também é nossa, porque se os governantes já esquecem daquilo que cobramos todos os dias é do que fazemos questão de esquecer que eles não fazem a mínima questão de lembrar. 

Vivemos hoje com os presídios brasileiros o mesmo fenômeno que o Rio viveu nas décadas pré-80 em relação a sua periferia. “Hoje mataram 20 no morro”, noticiava o roda-pé de um pasquim qualquer: “ Ah... Isso foi lá pra favela”, respondia alguém na Zona Sul, “Tomara que morra mais uns 10 pra lá”, e continuava a viver feliz sua vida pra lá e pra cá...

Pois bem, com essa lição temos que aprender que os presos brasileiros são problema nosso e que de nada vai adiantar nos alimentarmos de um sentimento de “deixa pra lá”. Eles serão soltos, não em trinta, não em vinte, mas nos próximos seis anos, provavelmente. 

De lá não sairá mais um ladrãozinho de celular, e sim um experiente assassino profissional, passado "na casca do alho"e aí, meu irmão, é rezar para que ele não bata nas portas de nossas casas, não nos encontre nas ruas ou sente no banco ao lado quando voltarmos para casa com nossos filhos.

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